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Ribeiro

Principais caraterísticas

Pertencente ao município de Pouso Alto, MG


Riquezas Naturais:

Mirante da Pedra Rachada

Número de habitantes:
Atividades Predominantes: pecuria leiteira e agricultura
Infraestrutura e serviços: Salo Comunitrio (Clube), Igreja, Escola
Principais Festas: --------------------------------



 

Histórico

O primeiro morador de Ribeirão foi Theodoro da Silva, filho do Barão de Pouso Alto. Suas terras foram compradas, a seguir, por Joaquim Fonseca Meirelles, oriundo de Campo Redondo, pai de onze filhos, entre eles o nosso entrevistado, o Sr. Isaque, que se refere ao pioneiro como “um fazendeiro que morava no meio do mato”. Ainda segundo ele, nos primórdios, Ribeirão era “tudo mata, só era cultivado em volta das casas. Havia muitos animais selvagens”. Ele nos conta tendo como base o testemunho de velhos ex-escravos, que ouvira em sua infância.

            No período inicial de ocupação da terra, a mineração e a agricultura foram as principais atividades econômicas realizadas na Comunidade de Ribeirão, acompanhando o padrão de toda a região. Vale lembrar que a mão de obra, nesse momento, era escrava. Segundo relato de Dona Nair, uma de nossas entrevistadas: “...esse Theodorinho, que veio de Portugal para cá, tratava muito bem os escravos, não maltratava, a comida era feijão, angu... Tinha muito ouro, naquele tempo. Muita gente veio atrás de ouro. Houve gente que morreu com o saco nas costas, de fome, porque não tinha comida. Uma espiga de milho custava 60 mil réis, no garimpo”.
            A morte de escravos também era uma prática comum na região, segundo nos conta
            A principal atividade econômica de Ribeirão, a seguir, foi a lavoura. Plantavam-se milho, arroz, feijão e batata. No começo, plantava-se arroz e depois passou-se ao cultivo de milho de canjica. Theodoro, o pioneiro, tinha uma fazenda de milho branco. Havia muito monjolo de socar canjica. Fazia-se muita farinha, que era levada para o Rio de Janeiro. Também havia muita boiada e carro de boi. Só se comprava o sal.
            Muitos anos depois, com a escravidão já legalmente proibida no Brasil, instalou-se o trabalho de carvoeiro, que o testemunho Dona Nair permite configurar como o típico trabalho escravo: “é o patrão que leva a compra do carvoeiro. Ele é quem decide o que o empregado come. Algum que se rebela, mas o mais geral é ele quem faz a compra. Na época, os derivados de milho eram mais baratos, comprava fubá, canjiquinha; feijão da pior espécie, aquela banha, porque não tinha óleo. O patrão é que levava, era uma vida de cão”.
            Do ponto de vista social, Dona Nair refere-se aos casamentos, que eram previamente combinados entre os pais. O namoro era feito pelo “buraco de chave”. A filha ficava em casa esperando completar idade para se casar com o noivo que lhe fora arranjado. A própria Dona Nair nos deu informações de que se casou aos 16 anos, sem ser de sua própria vontade.
            O Sr. Isaque ressalta a vivência do trabalho comunitário, através da prática dos mutirões. Ele conta que, certa vez, juntou 70 homens para consertar a estrada, afirmando que, hoje, se chamarem, não junta 20. Suas percepções a respeito das mudanças pelas quais a Comunidade do Ribeirão tem passado revelam, por um lado, a chegada da modernidade, através da implantação da estrada até Pouso Alto; e, por outro, a incidência de novos comportamentos em relação ao manejo dos recursos naturais: “o trabalho de carvoeiro não mais existe. E a caça, que era muito frequente, não há mais”.

Agente do projeto em Ribeiro: Leonardo, Camilo e Rodrigo
Cargo/função:agentes locais
E-mail: --------------------
Contato: ----------------------------

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