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Morro Grande

Principais caraterísticas

Pertencente ao município de Itamonte, MG


Riquezas Naturais:

florestas, cachoeiras

Número de habitantes: 271
Atividades Predominantes: pecuria leiteira
Infraestrutura e serviços: Igreja, escola, sede da Associao de Moradores, Laticnio Massa Fina, Pousada...., Ecovila Vida Simples
Principais Festas: Folia de Reis



 

Histórico

O mais antigo morador de que se tem notícia é Antonio Pedro da Costa, que veio de Portugal. Segundo Dona Maria Silvéria: ”... o dono do Morro Grande era o inspetor de Morro Grande, uma pessoa que cuida dos outros, na maneira de uma autoridade. Era avô da minha mãe. Coisa errada que fazia, não podia fazer mais, mas não fazia mal a ninguém, morava no Morro Grande, na casa mais velha (que não existe mais). Era tropeiro. Carregava lenha para vender na cidade”. Também viviam lá Sr. João Silvério, Dona Maria Silvéria, Dona Verônica, Joaquim Vitorino, que também era inspetor.

            A população vivia muito unida. Plantavam juntos feijão, milho, fumo. Cada um tinha um pedacinho de terra. As mulheres ajudavam do trabalho da roça. As meninas eram as que cozinhavam e levavam o almoço para os que estavam na roça. À noite, após o trabalho, reuniam-se para socar o arroz, ou para “destalar” fumo, que é o preparo das “garupas“ de fumo para serem vendidas posteriormente.
            Criava-se gado. Tirava-se o leite. Fazia-se o queijo. Havia uma relação da Comunidade com o bairro vizinho de Rosetá. Até ali se dirigiam para trabalhar em roças de arroz. Na volta, traziam lenha. A ligação com a cidade de Itamonte (que se chamava arraial) era direta, para compra e venda: “Saía daqui da Vargem Grande. Levava doze frango, seis em cada braço. Ia para Itamonte. Vendia aqueles frango. Fazia aquelas compras. Que alegria que a gente ficava de trazer as coisas para casa“.
            As dificuldades eram muitas. Não se usava sapatos ou agasalhos. Muitos calçaram sapatos a primeira vez na vida depois de adultos. Para se esquentar, os meninos, de madrugada, ao tirar leite, aproximavam-se do calor das vacas, e havia os que usavam um saco de estopa. É comum ouvir dos mais idosos que “hoje se reclama à toa”. Porém, essas dificuldades eram justamente o que trazia a união. Faziam-se os mutirões, que hoje não existem mais. Passou-se a uma maneira mais individual de se viver, somada ao surgimento dos assalariados, que não podem faltar ao trabalho para participar dos mutirões.
Com uma população total de 271 habitantes e 70 famílias (PSF, 2008), a comunidade vem assistindo, há cerca de quinze anos, a chegada de novos proprietários vindos especialmente do Rio de Janeiro. São moradores flutuantes que passam fins de semana e temporadas no bairro. Existem diversos níveis de relação desses novos moradores com a população tradicional, desde uma integração em ações locais até conflitos relativos ao uso dos recursos naturais. De qualquer maneira, na consulta de interesses (Tabela 4.3) não foi nem sequer citada por nenhum participante a possibilidade de abandonar as atividades e vender as terras. Sr. Francisco: ”... não vendo terra minha mesmo...”.

Agente do projeto em Morro Grande: Carolina e Benedita
Cargo/função:agentes locais
E-mail: -----------------
Contato: ----------------------------

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