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Campina

Principais caraterísticas

Pertencente ao município de Aiuruoca, MG


Riquezas Naturais:

Cachoeiras, mirante

Número de habitantes: 157
Atividades Predominantes: pecuria leiteira e artesanato
Infraestrutura e serviços: Igreja do Sagrado Corao de Jesus, Laticnio particular, escola, Centro Cultural, Museu Rural, Casa dos Artesos, Casa Paroquial e salo comunitrio
Principais Festas: Tero de So Gonalo



 

Histórico

 Os Marcianos, Antonio Marciano (Antonio Henrique de França) e João Marciano (João Nestor Guardiano), são considerados fundadores do bairro. Antonio Henrique era um grande empreendedor. Criava gado, tinha tropa e todos trabalhavam para ele, inclusive o Sr. Roque, nosso entrevistado. João Nestor também era liderança. Sr. Roque nos conta que ele ajudou a criar muita gente. Vinha de Ouro Fala, do Nogueira. João Marciano trabalhou 40 anos no comércio, no balcão de cereais na Campina, onde vendia ferragens, tecido, peças de pano, cereais.

Os dois irmãos tomavam conta da Igreja, que ajudaram a construir e que, mais tarde, foi reformada tendo como modelo a igreja de Aiuruoca. Antonio Marciano, inclusive, era dono da casa que mais tarde foi doada à Igreja, tornando-se a Casa Paroquial. O Sr. Roque conta em detalhes todo o processo de construção da Igreja, que foi finalizado em 1935. Ele relata que foi criada uma comissão cujos membros doaram um conto de réis cada e também realizaram leilões para angariar fundos.

Após a construção da primeira igreja, a região central, onde hoje se encontra a pracinha, passou a ser a localização do comércio: havia armazém, barbearia, sapataria, padaria, posto de correio e até alfaiataria. Tinha até time de futebol “campeão”. A escola também se localizava neste centrinho, embora tenha mudado de prédio por três vezes.
A atividade social era intensa, segundo Sr. Roque: “Era uma Campina ativa! Aqui tinha uma moçada grande. Quem queria dançar, vinha para cá. Mês de maio fazia festa o mês inteiro. Todo domingo tinha banda de música”. Ele relata com detalhes o processo de constituição dessa banda. Segundo ele, um maestro vindo do Estado do Rio de Janeiro, Ramiro Vicente dos Santos, trouxe alguns instrumentos antigos e outros foram comprados por João Marciano em São Paulo. A banda chegou a ter 22 componentes e tocava nos bairros vizinhos e até no Estado do Rio. A certa altura, os instrumentos foram emprestados à igreja de Alagoa e, por fim, comprados pela prefeitura. Apenas um trombone sobrou, que hoje se encontra no pequeno museu da Campina.
Campina teve luz elétrica ainda antes de Alagoa, segundo nos informa o Sr. Roque, sinalizando que a Comunidade passou por um período de prosperidade que chegou a sobrepujar até mesmo Alagoa, que viria a se tornar a sede do município: “Aqui tinha luz elétrica. Era ruim, mas tinha. Alagoa não tinha nem ruim, nem boa”. Havia produção de batatas e milho, que iam de tropeiro para o município de Carvalhos. Também havia produção de leite, que era vendida para o laticínio. Os moradores da Campina tinham estreita relação com a Comunidade de Cangalha, próxima alguns quilômetros.  

Agente do projeto em Campina: Nia
Cargo/função:agente local
E-mail: -----------------
Contato: ----------------------------

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